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As previsões apontam para que o consumo aumente através dos provadores virtuais, do livestreaming e das redes sociais. Mais de 40% dos compradores já usaram pelo menos uma das novas tecnologias.
Na sua maioria adolescentes ou adultos de vinte e trinta anos na atualidade, os Millennials e a geração Z estão destinados a conquistar cada vez mais poder no retalho. Trinta e seis por cento dos shoppers destas gerações vão aumentar os seus gastos em loja nos próximos dois anos.
Segundo o estudo "Four Ways Younger Shoppers Will (and Won’t) Change Retail", da Bain & Company e da Google, o consumo vai aumentar através dos provadores virtuais, do livestreaming e das redes sociais. De acordo com os dados reunidos, 41% dos compradores já usaram pelo menos uma das novas tecnologias.
Os Millennials e a geração Z são duas vezes mais propensos do que as gerações mais velhas a considerar o vídeo online como a atividade mais influente na hora de comprar e usar o Google Search.
O estudo aponta ainda que o poder dos 'influenciadores' e o seu peso sobre os consumidores vai aumentar, assim como os critérios relacionados com a sustentabilidade.
Para realizar este estudo foram entrevistados cerca de 5.800 consumidores americanos de todas as idades para avaliar a forma como evoluíram as compras da geração Z e dos Millennials face aos seus pares mais velhos. As conclusões indicam que, não só vai evoluir a experiência de compra, como também as fontes de influência que moldam o processo de compra. Aqui estão os quatro pontos em destaque no relatório:
As restrições devido à pandemia permitiram vislumbrar como seriam compras totalmente digitais. Desde que os consumidores recuperaram a liberdade de escolher onde compram, ficou claro que queriam continuar a comprar em lojas físicas, e o estudo mostra que isto também se aplica às gerações mais jovens. Os Millennials e a geração Z afirmaram que as lojas físicas tinham representado 38% dos seus gastos em 12 categorias nos últimos seis meses (ver gráfico 1), cerca de 43% do declarado pela geração X e não muito longe dos 53% atribuídos aos boomers e aos consumidores de mais idade. Além disso, 36% dos compradores da geração Z e Millennials esperam aumentar os seus gastos em lojas físicas nos próximos dois anos. A adoção da tecnologia na experiência de compra e venda em loja será essencial para garantir uma experiência omnicanal fluida.
Na atualidade, os consumidores nos EUA já estão a começar a adotar as tecnologias emergentes, com 41% dos shoppers a já terem usado pelo menos uma das tecnologias seguintes: virtual try-on (onde os consumidores usam a câmara dos seus dispositivos para ver como lhes ficam produtos como roupas e acessórios), virtual try-out (onde artigos como sofás são mostrados no ambiente real do consumidor), livestreaming (transmissões online que mostram os produtos e ofertas) e o comércio eletrónico através das redes sociais. Esta adoção está a ser impulsionada principalmente pelos consumidores mais jovens (Fig. 2).
A compra dos produtos virtuais e/ou em mundos virtuais também oferece um potencial a longo prazo, já que os mais jovens estão muito familiarizados com estes novos ambientes. Por exemplo, as dezenas de milhões de crianças com menos de 13 anos (nativos digitais) que jogam Roblox todos os dias, o jogo imersivo e rede social, podem aí comprar produtos digitais como avatares e skins.
Os Millennials e a geração Z podem ter conservado muito do apego às lojas físicas que era característico das gerações anteriores, mas isso não significa que cheguem a uma decisão de compra da mesma forma.
Segundo o inquérito da Bain & Company e da Google, os Millennials e a geração Z são duas vezes mais propensos do que as gerações mais velhas a considerar os vídeos online como a atividade de compras mais influente. Também são mais propensos do que as gerações anteriores a usar o Google Search.
Não há dúvida de que a sustentabilidade se está a tornar numa consideração cada vez mais influente para os compradores, à medida que os Millennials e a geração Z conquistam mais poder económico.
Quase metade dos Millennials e da geração Z entrevistados afirmaram que pagariam mais por produtos respeitadores do ambiente, face aos 39% da Geração X e apenas 29% dos boomers e dos consumidores com mais idade (fig. 3). Esta clara preocupação com os Millennials e a geração Z aplica-se a todos os grupos de rendimento.
No entanto, numa plataforma de compras analisámos os gastos dos clientes dos EUA que disseram que esperariam mais pelo envio para reduzir as emissões e serem mais ecológicos. Continuaram a fazer uma média de sete compras por mês, apenas uma a menos do que os que disseram não querer esperar. Isto sugere que podem não estar a reduzir as encomendas. A persistente brecha entre o que dizem e o que fazem significa que, para atingirem as suas próprias metas de sustentabilidade, os retalhistas vão precisar de encorajar os Millennials e a geração Z a alinharem os seus gastos e os seus valores.
Pode consultar o estudo completo através deste link.