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Programa Comércio Digital renovado para ajudar economia portuguesa a enfrentar crise pós-COVID
Programa Comércio Digital renovado para ajudar economia portuguesa a enfrentar crise pós-COVID
16 de Junho de 2020
A ACEPI - Associação da Economia Digital apresentou um conjunto de novas iniciativas no âmbito do Programa Comércio Digital. O objetivo é relançar o comércio e os serviços e apoiar a economia nacional durante a fase pós-COVID.

Entre as novas iniciativas desenvolvidas, anunciadas esta terça-feira, está a reformulação do site ComercioDigital.pt, tendo em conta o novo contexto criado pela pandemia e a necessidade de responder de forma mais abrangente, completa e dinâmica às necessidades dos comerciantes que querem ter presença online ou mesmo evoluir para a componente de negócio.

Foram igualmente reforçados os conteúdos disponibilizados a partir da Academia do Comércio Digital, uma plataforma online onde os empresários da área do comércio e serviços podem aceder a informação e ferramentas de capacitação - como lições em vídeo, apresentações, estudos, questionários - de apoio à transformação digital dos seus negócios.

Está prevista, também, a realização de webinars semanais, numa dinâmica que começa já a partir de amanhã, dia 17 de junho, assim como o lançamento de uma linha telefónica gratuita de apoio ao Comércio e Serviços, que funciona através do número 800 100 236.

O conjunto de novas iniciativas anunciadas esta terça-feira abrange ainda a campanha especial de Adesão ao Selo Confio.pt e Vouchers 3em1.

“Com a pandemia da COVID-19 muitos pequenos comerciantes perceberam que têm de ter uma presença online e a ACEPI quer apoiá-los nesta jornada. A forma de o fazermos foi desenvolvendo um conjunto de iniciativas para a fase pós-COVID, no âmbito do Programa do Comércio Digital, que já tínhamos em curso”, explica Alexandre Fonseca, Presidente da ACEPI.

Com o novo conjunto de iniciativas o objetivo é apoiar o comércio local a vencer os novos desafios lançados, colocando à disposição dos pequenos empresários locais do setor do comércio e serviços um relevante conjunto de ferramentas digitais, de acesso gratuito, “que lhes permitirão iniciar as suas jornadas de transformação digital de forma prática, simples, rápida e eficiente, relançando os seus negócios no contexto do comércio online”, refere o Presidente da ACEPI, sublinhando o forte empenho da Associação no “apoio ao progresso da economia nacional”.

Governo mantém compromisso

O programa Comércio Digital conta, desde o seu lançamento, com o apoio do Governo, através do Ministério da Economia e da Transição Digital, uma aposta que é para continuar a manter, como ficou demonstrado durante a sessão de lançamento das novas iniciativas.

“A experiência que temos observado é muito positiva”, avaliou João Torres, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, notando que há agora uma necessidade de adaptação e aceleração do programa face aos desafios decorrentes da pandemia. "Este projeto que é absolutamente estruturante para o incremento da economia e um sector que tem um peso inegável", sublinhou durante a sua intervenção na conferência de imprensa de lançamento, que decorreu online.

A ideia é partilhada pelo presidente da CCP, que apontou a importância para o comércio de proximidade do projeto lançado em conjunto com a ACEPI e que apelou ao Governo a continuidade da aposta num setor que envolve mais de um milhão de pessoas em Portugal.

A resposta do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, foi positiva. No encerramento da sessão de apresentação das novas iniciativas para o ComércioDigital.pt, Pedro Siza Vieira lembrou o grande desafio a que o programa se propunha quando foi lançado há um ano, e aqueles que agora são adicionados com as consequências da pandemia.

Sobre o impacto causado pela COVID-19, o responsável político destacou dois aspetos cruciais: o facto de no mundo inteiro se ter percebido a importância que a atividade comercial tem para o bem-estar e modo de vida das pessoas, assim como a perceção da importância do contacto digital. “Sem ele tinha sido muito mais difícil assegurar o acesso a bens e serviços fundamentais e às empresas manterem a sua atividade”, assegurou.