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Confinamento fez aumentar compras online. Em Portugal e no resto da Europa
Confinamento fez aumentar compras online. Em Portugal e no resto da Europa
22 de Maio de 2020
São vários os dados recentes que apontam para um crescimento significativo do ecommerce, em resposta à pandemia que assolou o mundo. A reboque vêm os pagamentos sem contacto. Para Portugal há mesmo quem fale em números recorde, em vários aspectos.

As compras online na Europa aumentaram em março último 11,9% face a igual período do ano passado, segundo dados do Eurostat. Já um estudo realizado pela Mastercard em 15 países europeus revela que o ecommerce superarou todas as expetativas desde que se iniciaram os períodos de confinamento em toda a Europa.

Em Portugal, 54% dos inquiridos estão a fazer mais compras online do que nunca e 30% refere mesmo que está a gastar mais dinheiro em experiências virtuais do que no início do ano. Entre essas opções estão, por exemplo, a subscrição de canais de filmes (preferência de 59%), de receitas de culinária (40%) ou de aulas de fitness (33%).

Os dados revelam ainda que um em cada quatro portugueses fez doações para causas solidárias online e que os livros (30%), utensílios de cozinha (21%) e tinta para o cabelo (16%) estiveram entre os produtos mais populares na quarentena.

No domínio do entretenimento, as opções foram, ainda, para espetáculos de música online (49%), passatempos (46%), videojogos (36%), espetáculos de standup (34%) e visitas a museus ou lugares de interesse cultural (27%).

A generosidade também fez parte do dia-a-dia do confinamento dos portugueses, com 23% a afirmarem que fizeram pelo menos uma doação online, sendo que 14% o fez pela primeira vez online.

Este período também foi aproveitado para a aquisição de novas competências, através de cursos online, em áreas tão distintas quanto aprender a cozinhar (35%), aprender uma nova língua (21%), aprender a filmar (15%), a desenhar (13%), a programar em computador (12%), a fotografar (12%) ou, até, a aprender a dançar (11%) ou a tocar um instrumento (8%).

Ao nível dos bens essenciais de consumo, o estudo da Mastercard alinha com a tendência e revela que a compra online destes produtos também registou um aumento considerável, com 42% dos portugueses a confirmar que passou a adotar esta modalidade durante o período de confinamento.

A pesquisa da Mastercard revelou, ainda, que os hábitos de compra online espelham os comportamentos da vida real, com 95% dos portugueses a afirmarem que usam o seu tempo à procura das melhores oportunidades e preços mais baixos.

Por outro lado, 73% dos portugueses revela que o preço é o elemento mais importante na decisão de compra e os mesmos 73% dizem que chegam a criar listas de compras, mas que depois não as concretizam na íntegra. 56% considera, ainda, que a velocidade é o fator mais importante nas compras online e 41% sublinha que, nas compras online que faz, se mantém fiel às lojas físicas onde habitualmente faz as suas compras.

Pagamentos sem contacto também crescem

A par das compras online, os portugueses também acentuaram outros hábitos de consumo face à pandemia de COVID-19, nomeadamente a escolha de meios de pagamento sem contacto.

Os dados mais recentes da SIBS têm destacado um aumento significativo do peso do MBWay nas compras na Rede Multibanco, como forma de pagamento “sem contacto”, assim como o crescimento do número médio de transações realizadas nas compras online.

A subida exponencial da adesão das empresas aos pagamentos por referência multibanco também é demonstrativa da acentuada procura do ecommerce durante o surto de COVID-19. De acordo com a IfThenPay, em março último chegou a registar-se uma subida da média normal de oito adesões de empresas ao dia para as 24