//
Acepi
//
eBusiness
//
Notícias
Comércio eletrónico já está a sentir os efeitos da pandemia COVID-19
Comércio eletrónico já está a sentir os efeitos da pandemia COVID-19
19 de Março de 2020
Os resultados de um estudo da Ecommerce Europe indicam que os efeitos do novo coronavírus destacam determinadas categorias de venda em detrimento de outras, que veem o seu negócio diminuir drasticamente. As imposições geográficas das entregas, assim como a demora que já está a acontecer, estão entre os problemas apontados.

Com o objetivo de perceber o impacto do COVID-19, o estudo conduzido pela Ecommerce Europe  junto dos seus membros - associações de comércio eletrónico de cada país e parceiros empresariais - indica que a atual pandemia já está a afetar o negócio online.

Sessenta e cinco por cento dos inquiridos acredita que a situação vai levar a uma queda das vendas e a despedimentos. Esta redução já pode ser vista em setores como a moda ou as viagens. Por outro lado, categorias como a alimentar, produtos de saúde, equipamentos relacionados com o teletrabalho ou eletrodomésticos de armazenamento, como frigoríficos, assistiram a uma subida acentuada das vendas.

Alguns efeitos concretos da crise no retalho online já são visíveis, aponta a ECommerce Europe. Embora 94% dos entrevistados indiquem que ainda é possível vender e entregar produtos no seu próprio país e no exterior, alguns sublinham a existência de problemas dependendo para onde as lojas online estão a vender e do tipo de produtos comercializados.

Embora as entregas, na sua maioria, ainda estejam a ser asseguradas, entre 55% e 60% dos membros estão atualmente a registar ou esperam vir a registar atrasos, de futuro. Além disso, cerca de 65% preveem encerrar parcial ou totalmente os seus negócios durante a quarentena.

“A situação em Itália é indicadora daquilo que os países que estão a encerrar as suas fronteiras podem esperar”, refere a E-Comerce Europe. “Apesar de ser importante garantir que os cidadãos não espalhem o vírus por toda a Europa, é imperativo manter as fronteiras abertas para permitir o fornecimento e as venda de produtos”.

A associação, da qual a ACEPI faz parte, lembra ainda que quando os bloqueios são de longo alcance, a dependência do retalho online torna-se significativa. “Os operadores de logística e os retalhistas online, especialmente as PME, vão precisar do apoio dos governos e das autoridades para cumprir essa importante função”.

A Ecommerce Europe disponibiliza um resumo do estudo para download