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Novo estudo da DPD revela comportamentos mais comuns do e-shopper português
Novo estudo da DPD revela comportamentos mais comuns do e-shopper português
16 de Março de 2020
Mais de 70% dos compradores online em Portugal usam o smartphone para fazer as suas encomendas, valores acima da média do resto da Europa. A Moda continua a ser a categoria de compras preferida e apenas 6% diz já ter feito uma devolução.

Em Portugal, os compradores online regulares geram 81% do volume das compras feitas através da internet no país, revela um estudo do DPDgroup, realizado pela GFK. Poupar tempo (86%), gastar menos dinheiro (72%) e reduzir o stress de ir às lojas (67%) são as três principais razões apresentadas pelos e-shoppers portugueses para comprarem online.

Baseado em 25 mil entrevistas em 21 países europeus, Rússia e Brasil, com amostras de 800-1000 por país, o estudo e-shopper 2019, permite concluir que, em Portugal os cibercompradores regulares têm menos experiência que os seus pares europeus, sendo que 47% começou a comprar online há mais de cinco anos (62% na Europa).

Portugal está acima da média europeia nas compras online com recurso ao smartphone, uma utilização comum entre 72% dos inquiridos no país, face aos 64% no resto da Europa. Mais de 83% consideram que as marcas e empresas têm de ser ambientalmente responsáveis, mas apenas 53% se asseguram que compram, produtos amigos do ambiente sempre que possível e 49% estão dispostos a pagar mais por produtos ou serviços que respeitem o ambiente.

A Moda é a categoria que regista maior procura e 11% dos e-shoppers portugueses subscrevem programas de fidelização de retalhistas online. Apenas 6% já devolveram uma encomenda, número abaixo da média europeia (9%). Três quartos (75%) partilharam nas redes sociais o feedback, positivo ou negativo, das suas compras.

Os dados do estudo revelam ainda um alto índice de compras online realizadas no estrangeiro, com 82% dos e-shoppers em Portugal a referirem comprar noutros países da Europa e 70% a mencionarem já ter feito compras em sites chineses.

A importância das entregas

Relativamente às entregas, 76% dos e-shoppers recebem em casa, 30% no trabalho e 17% em Parcel Shops. Mais de 80% dos inquiridos em Portugal consideram que a entrega da sua última compra online foi fácil, o que os motiva a continuar a comprar em lojas digitais. As informações em tempo real sobre o percurso da encomenda e o momento exato da sua entrega são das maiores preferências.

A entrega no dia seguinte já não é tão importante, mas gostam de conhecer a janela horária das entregas. Informação em tempo real sobre a entrega; várias opções de entrega; selecionar dia e janela de uma hora de entrega antecipadamente; possibilidade de alterar a entrega; notificações avançadas (numa janela de 1h); e saber a janela exata de uma hora de entrega formam o top de interesse para as preferências de entrega dos portugueses.

“Em Portugal, o e-commerce é percebido como uma forma de poupar dinheiro e tempo. A conveniência é essencial e por isso os e-shoppers portugueses procuram locais alternativos para receber encomendas e querem poder saber o estado da sua encomenda em tempo real, ter flexibilidade de alterar a entrega e conhecer o horário em que vão receber a encomenda”, refere Olivier Establet, CEO da DPD Portugal.

A empresa revela também que, ao longo de 2019, foram entregues 83.000 encomendas por dia, num total de 20,7 milhões no ano. Ao todo, a DPD Portugal tem 1.400 colaboradores e 600 circuitos de distribuição. As receitas foram de 72,3 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 2,5%.

Perfis diferentes à procura de vantagens diferentes

O estudo do DPD Group divide os e-shoppers em três perfis. Os e-shoppers "aficionados" representam 12% e são sobretudo as mulheres, que correspondem a 55% em Portugal, face aos 65% da média europeia, com idades em redor dos 41 anos. Este perfil adquiriu no último mês 6,7 encomendas em Portugal, sobretudo pela conveniência, destacando-se a Moda (76%), o Calçado (70%) e Beleza/saúde (58%).

“Para os e-shoppers aficionados, as compras online são um modo de vida. São eles a base do comércio eletrónico e estão sempre conectados. Desejam uma experiência de compra simples e escolhem websites em que confiam. Aliás, a confiança é a palavra de ordem, especialmente no que se refere à recomendação nas redes sociais, o principal motor de compra”, sublinha Américo Mendes, Managing Director for Business.

Olhando para o futuro, considera-se que é possível que este grupo cresça automaticamente à medida que os e-shoppers adquirem experiência e confiança nas compras através da internet. O cenário mais provável é que alguns e-shoppers regulares adotem a experiência de comprar online como um modo de vida, tornando-se parte integrante da sua rotina diária.

O estilo de vida conectado e o poder de influência deste grupo significam que provavelmente permanecerá um passo à frente de outros e-shoppers e continuará a definir o ritmo das tendências digitais, inspirando serviços de entrega flexíveis que podem responder à sua grande frequência e volume de compras.

O segundo perfil, os "epicuristas", representa 13%, com e-shoppers que receberam 3,1 encomendas no último mês. O número de mulheres aumenta para 65% com média de idades de 40 anos e não se preocupam em pagar mais, se tornar a sua vida mais fácil.

“Para os compradores epicuristas, conveniência é o resultado final. Motivados pelo prazer de compra, este grupo procura produtos que tornem a vida mais fácil e lhe permita desfrutar. Consideram importante conhecer quem faz a entrega pois preferem umas operadoras em relação a outras e querem ser tranquilizados”, aponta Carla Pereira, Marketing & Communication Director.

O crescimento do número de compradores epicuristas depende da experiência, quer seja sua, das pessoas próximas ou do que leem nas redes sociais, defende-se. Independentemente de sua necessidade de afirmação, o e-shopping é claramente uma atividade que os membros deste grupo apreciam e pretendem fazer mais.

De facto, os epicuristas consideram as compras online tão eficazes para poupar tempo e dinheiro que compram mais variedade de produtos online do que os e-shoppers médios e sentem que podem comprar online quase todos os produtos e serviços de que precisam.

Com 73% a considerar que a sua mais recente experiência online foi positiva, o futuro deste grupo parece brilhante, desde que a sua experiência de compra permaneça agradável e tenham um serviço de entregas e devoluções que não os decepcione O terceiro perfil, os eco-selectivos são aqueles que compram produtos que respeitem o ambiente, mas também são aqueles que procuram os melhores negócios. A China, Espanha e Reino Unido são os locais onde mais compram online.

“Os e-shoppers eco-selectivos são indicativos de uma onda de mudanças que está a ocorrer na sociedade, à medida que o ambiente se torna uma preocupação crescente para todas as gerações. Estes consumidores estão a tornar-se mais conscientes do impacto que as suas acções têm no ecossistema e prestam mais atenção às suas escolhas”, refere Dominique Mamcarz, CSR Director. “O surgimento deste perfil de comprador anuncia a chegada generalizada de hábitos de compra ecologicamente conscientes, o que é mais uma evidência de que a indústria tem tudo a ganhar ao se tornar um lugar mais verde”.

Vida online para além das compras

O e-shopping é apenas uma faceta das diversas atividades online que os e-shoppers regulares de hoje desfrutam. Os ciberconsumidores com experiência em tecnologia e conectados, como um todo, são utilizadores frequentes de dispositivos móveis, de redes sociais como o Facebook, YouTube e Instagram e os aficionados do e-shopping, em particular, são exímios em utilizar várias redes sociais para seguir as suas marcas preferidas e gerir a sua visibilidade pessoal online.

As plataformas de redes sociais estão entre os principais meios pelos quais os e-shoppers regulares obtêm informações antes da compra, com a maioria a escolher sites com base em análises e recomendações.