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Comércio eletrónico chegou aos 87,5 mil milhões de euros em 2018
Comércio eletrónico chegou aos 87,5 mil milhões de euros em 2018
16 de Outubro de 2019
A poucos dias do início da iniciativa Portugal Digital Week, a ACEPI apresentou as principais conclusões da edição de 2019 do seu estudo "Economia e Sociedade Digital em Portugal", desenvolvido em parceria com a IDC.

Agregando os indicadores relativos a 2018, os dados do estudo mostram que o comércio eletrónico Business to Business (B2B), Business to Goverment (B2G) e Business to consumer (B2C) continuou a crescer significativamente em Portugal ao longo do ano passado, tendo alcançado os 87,5 mil milhões de euros, valor que representa já mais de 44% do Produto Interno Bruto (PIB).

Juntos, o comércio online B2B e B2G cresceram para os 82 mil milhões de euros em Portugal, valendo mais de 41% do PIB. O negócio B2C cresceu para os 5,5 mil milhões de euros, valendo cerca de 3% do PIB.

As conclusões do estudo também revelam que 50% dos internautas portugueses fizeram compras online em 2018 e que 70% destes costumam recorrer a sites estrangeiros. A China (67%) é o país onde os portugueses preferem fazer as suas compras online. Seguem-se a Espanha (46%), o Reino Unido (38%); os EUA (26%); a Alemanha (16%); outros países europeus (13%); e o Brasil (6%). Alojamento (57%), Viagens (44%) e Entretenimento (37%) são as três categorias de serviços mais compradas online pelos portugueses.

Empresas portuguesas em processo de transformação

O estudo da ACEPI revela ainda que 75% das empresas de grande dimensão em Portugal têm iniciativas de transformação digital em curso com estratégias e lideranças bem definidas. Esperam principalmente benefícios na inovação de produtos e serviços (74%), na melhoria dos níveis de lealdade e relacionamento com os seus clientes (56%), no aumento das suas receitas (40%), no incremento da sua reputação e reconhecimento (29%), numa maior rapidez dos processos de inovação (27%), no acesso a novos mercados, segmentos de negócio e geografias (26%), no aumento da atração e retenção dos recursos humanos (16%), e no desenvolvimento da inovação no marketing (12%).

Como principais barreiras à transformação digital as empresas portuguesas apontam não possuírem os recursos humanos adequados (64%); os elevados custos envolvidos (62%); a ausência de definição de prioridades (41%) e a falta de conhecimento tecnológico (36%).

Cibersegurança (78%); Cloud Computing (74%), Big Data e Analitics (60%); Inteligência Artificial (40%); IoT (42%); Robótica (31%); Realidade Aumentada (18%); e Blockchain (15%) são as 10 principais tecnologias que as empresas portuguesas estão a implementar.