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Compras online estão a crescer mas ACEPI quer aumentar números substancialmente
Compras online estão a crescer mas ACEPI quer aumentar números substancialmente
31 de Janeiro de 2019
Os portugueses estão a comprar mais online, embora ainda exista muito espaço para crescer, do lado dos cidadãos e, principalmente, do lado das empresas. A ACEPI quer ajudar a aproveitar a “grande oportunidade” proporcionada pelo ecommerce com várias iniciativas.

O comércio eletrónico vale 75 mil milhões de euros em Portugal, representando mais de 40% do PIB, de acordo com os dados do Estudo da Economia Digital em Portugal relativo a 2017, realizado pela ACEPI em parceria com a IDC. Destes valores, as compras B2C somam 4,6 mil milhões de euros, num crescimento de 11,3% face ao ano anterior, e representando 2,5% do PIB. Já o negócio B2B é responsável por 70 mil milhões de euros, numa subida de 11,1% e contribuindo para 38,1% do PIB.

As previsões para 2025 apontam para que o peso do comércio eletrónico B2C e B2B no valor do PIB continuem a aumentar, atingindo 4,2% e 62,5% respetivamente.

O estudo indica também que 76% da população portuguesa utiliza a internet e 38% faz compras online. Confirmando as conclusões preliminares, apresentadas durante o mais recente Portugal Digital Summit, aponta os equipamentos móveis como os mais utilizados para navegar na Web, embora o computador continue a ser o preferido para o comércio eletrónico.

Vestuário e acessórios de moda (57%), equipamentos de telecomunicações móveis e acessórios (52%) são os produtos mais adquiridos, o alojamento (58%), os transportes de longo curso (47%) e os bilhetes de espetáculos são os serviços mais populares e as aplicações móveis (21%), os jogos digitais (19%) e a música (17%) os conteúdos mais descarregados.

Apesar do crescimento da oferta nacional, 90% dos portugueses recorre a sites estrangeiros para fazer compras online. China, Espanha, Reino Unido e EUA são os mercados mais populares.

Empresas "falham" presença online 

A percentagem de empresas com presença na internet também continua a aumentar, mas os números permanecem muito aquém do desejável, já que 60% continuam completamente offline, sem site ou página em redes sociais. “É como se não existissem”, alerta Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEPI. “Se as nossas empresas não são sequer encontráveis numa pesquisa no Google, então estamos a perder uma grande oportunidade”.

O principal objetivo da associação é aumentar substancialmente estes números, assume o responsável. “O nosso mote este ano, enquanto organização, é acelerar a próxima vaga de transformação digital da economia da sociedade portuguesa”.

Para Alexandre Nilo Fonseca, Portugal está numa nova fase da transformação. “Não tenho dúvidas que nos últimos anos assistimos a um grande processo de mudança”, refere apontando o Simplex e outros programas que ajudaram a modernizar o Estado, como as compras públicas e o e-fatura e, mais recentemente, a chave móvel digital. Todos os sectores foram de alguma forma impactados pelo digital, considera.

E depois de termos passado por uma vaga de construção e de consolidação das infraestruturas, “aspecto em que Portugal está realmente muito bem”, falta melhorar as competências digitais. “Temos um défice não só de conhecimento como também de utilização. Este é um dos grandes desafios que o país tem para os próximos anos, tanto do lado dos cidadãos como das empresas”.

A ACEPI quer contribuir para melhorar estes valores e depois do programa Norte Digital, prepara agora o lançamento do ComércioDigital.pt , uma iniciativa conjunta com a CCP - Confederação do Comércio e dos Serviços de Portugal, apoiada pelo Governo e cofinanciada pelo COMPETE 2020, com o objetivo de promover a digitalização de mais de 50 mil empresas da área do comércio e dos serviços até 2020.


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