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Estudo da Indra indica que 2018 vai trazer soluções disruptivas nos meios de pagamento
Estudo da Indra indica que 2018 vai trazer soluções disruptivas nos meios de pagamento
9 de Janeiro de 2018
O estudo Indra-Tecnocom sobre tendências nos meios de pagamento também inclui dados de Portugal.

A análise da empresa indica que as alterações no mercado regulador vão propiciar o aparecimento de novas empresas e modelos de negócio e destaca que os utilizadores preferem a segurança nas compras online e estão familiarizados com sistemas de dupla autenticação.

O estudo contou com a colaboração de analistas financeiros internacionais e que a opinião de um conjunto de directores do sector bancário e especialistas em meios de pagamento de diversos países. Os dados para Portugal mostram que os clientes portugueses não revelam interesse em partilhar informação a troco de melhores produtos e serviços financeiros ou vantagens comerciais, ainda mais sem ter certezas sobre os benefícios obtidos como contrapartida da cedência de dados, o que deve ser observado pelas empresas como um factor a considerar nas ofertas feitas.

A disrupção esperada em 2018 vai ser impulsionada pelas alterações do mercado regulador, que vão propiciar o aparecimento de novas empresas e modelos de negócio. Por exemplo, na Europa, uma das alterações do mercado regulador prevista para 2018 é a nova directiva comunitária PSD2.

De acordo com o estudo, o ritmo com que as entidades fornecedoras de serviços de pagamento irão encarar a transformação digital dependerá de tendências externas (avanços tecnológicos, mercado regulador e uma intensificação sem precedentes da concorrência) assim como de factores internos, tanto da indústria como de estratégia institucional. E explica que, no mundo dos pagamentos, o back-office, as infraestruturas, as câmaras de compensação e liquidação e as normativas ou acordos da indústria que determinam as relações interbancárias são elementos fundamentais.

O mercado português de meios de pagamento

O estudo Indra-Tecnocom sobre as Tendências nos Meios de Pagamento 2017 analisou o desenvolvimento da indústria de meios de pagamento em Portugal em 2016, assim como em Espanha e em vários países da América Latina. No caso de Portugal, o país estabilizou em relação aos níveis transaccionais pré-crise. Em termos de valor das transacções de pagamento, os cartões representam 29,5%, apenas superado pelas transferências interbancárias (42,4%).

Em termos de volume, os cartões representam 86,3% das transacções. Em 2016 o valor dos pagamentos com cartão quase duplicou o dos levantamentos nas caixas automáticas (ATM), tendo Portugal atingido um rácio 1:1 em 2009 (Espanha consegui-o em 2016). O número de operações com cartões de pagamento no ponto de venda (de acordo com a informação pública disponível e sem poder diferenciar entre as modalidades de débito e crédito) aumentou 8,2% em 2016, percentagem idêntica à registada em 2015. E o valor dos levantamentos com cartão nos ATM aumentou 1,9%.

Segundo os dados, em 2016 a rede ATM caiu 3,2% em número de equipamentos e representa 87% da que existia em 2011, ainda assim mantém o rácio mais alto de ATM’s por cada milhão de habitantes (1.462) dos países que fazem parte deste Estudo. O número de transacções nos ATM manteve-se constante em cerca de 475 milhões de operações por ano no período 2011-2016.

Em relação à rede de TPV, superou as 303.000 unidades em 2016 com um crescimento de 6,2%, que movimentaram 1.113 milhões de operações de pagamento (uma média de 10 por dia por média de dispositivo), por um valor diário por TPV de 690 dólares. O número total de operações realizadas com cartão (sem diferenciar entre pagamentos e levantamentos) cresceu 8,2% em 2016 e 8,1% em valor.

O uso do cartão (sem diferenciar entre pagamentos e levantamentos) situou-se nas 79 transacções por cartão/ano superando as 74 registadas em 2015. O estudo Indra-Tecnocom sobre Tendências nos Meios de Pagamento 2017 pode ser consultado neste link.