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Novos projetos da ACEPI promovem a digitalização das empresas em Portugal
Novos projetos da ACEPI promovem a digitalização das empresas em Portugal
11 de Outubro de 2017
Em parceria com a CCP e a AICEP, a associação da Economia Digital está a desenvolver dois novos projetos que podem ajudar mais de 50 mil empresas.

O tema foi destaque da sessão de abertura do segundo dia do Portugal Digital Summit, que contou com a presença do presidente da CCP, João Vieira Lopes, e do Secretário de Estado Adjunto e do Comércio.

Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEPI, voltou a destacar os números do estudo da Economia Digital, referindo que 60% das empresas portuguesas continuam fora da economia digital. “Estas empresas não estão disponíveis para o mercado. Não existem online”, refere, alertando para o facto de ser necessário identificar as causas deste aparente desinteresse. “Existe uma falta de conhecimento dos benefícios que a Economia Digital traz”, admite.

É para endereçar esta falta de conhecimento e de competências que a ACEPI está a desenvolver dois projetos, que têm como objetivo qualificar as empresas e traze-las para o mundo digital, embora em dois modelos diferentes.

Um dos projetos está a ser desenvolvido com a CCP e consiste num protocolo de colaboração que foi assinado em palco no Portugal Digital Summit, estabelecendo as bases para digitalizar cerca de 50 mil empresas portuguesas no espaço de dois anos. “Este projeto será lançado no início do próximo ano e pretende qualificar o sector de comércio e serviços, ajudando 50 mil empresas a dar os primeiros passos no digital mas criando condições para que possam depois apostar em presenças mais sofisticadas”, detalha Alexandre Nilo Fonseca.

Um outro protocolo está a ser realizado com a AICEP e destina-se a digitalizar PMEs do norte do país, com foco na área da indústria. O Norte Digital vai fazer pelo menos 50 pilotos, garantindo a estas empresas as condições para que possam vender online.

João Vieira Lopes, presidente da CCP, mostrou o empenho da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal nesta iniciativa, lembrando que existe em Portugal um problema da qualificação da mão-de-obra mas também da gestão. “A qualificação média dos empresários está abaixo da dos seus empregados”, refere, admitindo que isso faz com que estas empresas não se desenvolvam e não inovem.

Durante a sessão de abertura do primeiro dia o Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Alexandre Ferreira, destacou que é preciso que haja mais inovação por parte das empresas para a economia digital e para esta revolução da Indústria 4.0. E louvou a iniciativa da ACEPI e da CCP que considera ser “muito importante para as pequenas e micro empresas que têm de ter capacidade para enfrentar este desafio da economia digital“.

O caminho aberto para o mercado francês

A sessão de abertura do segundo dia do Portugal Digital Summit contou ainda com o Keynote de François Momboisse, Presidente da FEVAD – Fédération E-Commerce et Vente à Distance, que admitiu que os problemas que o mercado português enfrenta em alargar a realidade digital às pequenas e médias empresas são semelhantes em França.

Pela própria dimensão do país o volume de compras online é bem diferente e já gera mais de 72 mil milhões de euros em 2016, com mais de 1 bilião de transações realizadas online. Em média cada consumidor gastou 1.928 euros por ano, mais 220 euros do que em 2015, e realizou 28 compras online, o que corresponde a uma aquisição em cada 13 dias.

Com um mercado maduro, que conta com mais de 200 mil lojas online e uma estimativa de chegar aos 80 mil milhões de euros de receitas ainda este ano, a FEVAD acolhe com interesse a parceria com Portugal, que será materializada num protocolo assinado entre as duas associações mas que conta também com a realização de um encontro com empresários, associações e entidades governamentais numa rountable que tem lugar amanhã no salão nobre do Ministério da Economia.