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Mobilidade colaborativa está a transformar a aquisição e propriedade dos automóveis
Mobilidade colaborativa está a transformar a aquisição e propriedade dos automóveis
11 de Julho de 2017
34% dos consumidores consideram que os serviços de mobilidade colaborativa (como o car hailing e o car sharing) são alternativa à compra e propriedade de um automóvel. E 56% encaram-os como um complemento à compra.

Os dados integram a nova edição do estudo Cars Online, da Capgemini, e revelam o impacto disruptivo dos serviços de mobilidade colaborativa, com mais de um terço dos compradores de automóveis a encararem a partilha de veículos e o uso de carros privados com motorista como uma alternativa real à compra de um veículo pessoal.

Ainda que as vendas de automóveis continuem a registar um crescimento significativo, as conclusões do novo estudo da Capgemini revelam que os principais fabricantes automóveis estão a mudar as suas estratégias e que se começaram a adaptar à evolução dos comportamentos dos consumidores, nomeadamente fazendo novos investimentos em serviços de carpool através de novas ofertas, de aquisições e parcerias, de modo a adaptarem-se à evolução dos comportamentos dos consumidores.

O estudo, que conta com informação recolhida junto de mais de 8 mil consumidores em mercados significativos, também apresenta conclusões muito animadoras para as vendas tradicionais de automóveis graças ao crescimento exponencial da mobilidade colaborativa: mais de metade dos inquiridos (56%) consideram que os serviços de mobilidade colaborativa - tais como, e entre outros, a Uber, a Didi e a BlaBlaCar, são complementares à aquisição de um novo veículo, ou constituem mesmo uma alternativa à propriedade de um automóvel.

Esta perceção é mais acentuada entre os consumidores mais jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos (64%), e os mercados emergentes como a China (77%) ou a Índia (63%).

A relevância do investimento dos grandes fabricantes nas iniciativas de car sharing é corroborada por dois terços dos consumidores (66%), que considera que as marcas dos veículos são um fator importante na sua escolha de programas de car sharing. Estes resultados sublinham o quanto estas iniciativas se podem vir a a ter um papel relevante no novo ciclo de vendas do setor automóvel.

"Estamos a viver uma "idade de ouro" nas vendas de automóveis. No entanto, é claro que esta fase não vai durar para sempre. Os fabricantes automóveis estão cientes de que precisam de reagir às constantes mudanças nos hábitos dos consumidores para conseguirem tornar o crescimento sustentável. Ao terem a ambição de se tornarem líderes no car-sharing e de ampliarem o espaço da mobilidade automóvel, os fabricantes irão não só aumentar o reconhecimento das suas marcas, como, ao mesmo tempo, irão estabelecer um novo tipo de relacionamento com os consumidores, no que concerne à sua decisão sobre a marca do próximo automóvel que irão comprar.", defende Kai Grambow, Global Head of Automotive da Capgemini.