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eCommerce está mais seguro e fácil de usar. E tem cada vez mais adeptos
eCommerce está mais seguro e fácil de usar. E tem cada vez mais adeptos
29 de Dezembro de 2016
Foi um ano de números reforçados no comércio eletrónico em todo o mundo, e na Europa em particular, com novos quadros legislativos que pretendem assegurar a confiança das empresas, instituições e, principalmente, dos consumidores no sector.

O comércio eletrónico tem vindo a ganhar cada vez mais terreno nas intenções de compra dos internautas nos últimos anos e 2016 não foi exceção. Os números mais recentes, relativos aos últimos dois meses, mostram a dinâmica crescente do sector, nos mercados pioneiros e mais representativos, como os Estados Unidos, mas também em Portugal.

Do outro lado do Atlântico, os dados da Pew Research dizem que, hoje, oito em cada 10 norte-americanos já fazem compras online, 15% destes numa base semanal. Em 2016, mais de metade (51%) fizeram pelo menos uma compra a partir dos seus dispositivos móveis, enquanto 15% foi direcionado para a loja online depois de ter clicado num link partilhado numa rede social.

Dos Estados Unidos vêm também os números relativos às compras da época de maior gasto do ano no mundo ocidental com novos recordes batidos, mais uma vez. A última Cyber Monday foi o maior dia de compras online alguma vez registado na História dos Estados Unidos, quando foram gastos mais de 3.000 milhões de dólares. Na sexta-feira antes, Black Friday, tinham sido gastos 2.890 milhões de dólares.

Em Portugal os números do comércio eletrónico estão longe de se aproximarem dos registados no mercado norte-americano, mas também têm sido crescentes. De acordo com dados da PayPal, nos últimos 12 meses, 70% dos portugueses com acesso à internet fizeram compras online, gastando 2,3 mil milhões de euros – mais 17% face a 2015.

Já os dados da Kwanko, grupo internacional especializado em Marketing Digital Multicanal, relativos aos resultados das ações desenvolvidas para os seus clientes, indicam que 2,5 milhões de cliques foram feitos online pelos internautas em Portugal durante a Black Friday de 2016, gerando 20 mil encomendas, no valor de 1,8 milhões de euros em vendas. No que toca à plataforma através da qual são feitas as encomendas, o destaque vai para os computadores (58%), seguidos dos smartphones (23%) e tablets (19%).

Os resultados de um estudo recente da Delloite acrescentam que os portugueses também estão entre os fortemente influenciados pelos canais digitais na altura de fazerem compras, principalmente no que diz respeito à pesquisa de informação. A web e em particular os motores de busca continuam a ser as fontes mais utilizadas pelos portugueses para procurar ideias, obter conselhos e comparar preços.

Novas regras e mais certificação prometem incentivar eCommerce na Europa

O ano ficou igualmente marcado pela introdução de nova legislação a nível europeu. Dado a conhecer em maio último, o pacote de medidas abrange várias áreas, com o objetivo de, por exemplo, reforçar a área de entregas de encomendas ou aumentar a confiança dos consumidores nas compras feitas pela Internet.

Há também legislação referente ao comércio transfronteiriço, com o objetivo de eliminar bloqueios geográficos injustificados e outras formas de discriminação, permitindo desta forma aos consumidores e às empresas comprarem e venderem produtos online independentemente da sua nacionalidade, residência ou do estabelecimento.

O conjunto de medidas apresentadas pela Comissão Europeia em maio abrange propostas legislativas relativas aos serviços de entrega de encomendas transfronteiras, com o objetivo de aumentar a transparência dos preços e melhorar a supervisão regulamentar.

Uma outra vertente diz respeito a uma nova lei destinada a reforçar os direitos dos consumidores e clarificar, entre outros aspetos, o que pode ser considerado uma prática comercial desleal no mundo digital.

Além da legislação proposta a nível europeu, em Portugal o comércio eletrónico em 2016 sai reforçado com o lançamento do Selo Confio , uma iniciativa que juntou a Associação da Economia Digital em parceria com a DECO e a DNS.pt, que pretende dinamizar a acreditação de sites em Portugal, com o objetivo de aumentar a credibilidade do sector e melhorar as vendas para o estrangeiro.